Caminha
Caminho
Distante
Cresce sob a terra quase seca os vegetais
Que já nascem a apodrecer no próprio pé
Pobres criaturas férteis
Código genético ingrato
Semente e
Germinador
Nascem, crescem num instante
.. e
Caminham o
Caminho
Distante
Distante
Fruto oco,
Varão que não provê pão
Filho enterra sem pesar
O pai,
que morreste um pouco
cada dia
Em tempo
Em memória
Já durante a marcha
Não restam lágrimas
ao vegetal
que viveu mesmo no seu ápice racional
como um vegetal
(e quem não é?)
A vender-se em barraca de feira
Com veneno, barato
(e quem não está?)
Agora que sai da matéria
Rumo a mortalidade
daquele que
Não cultivou a memória,
Me despeço
Lamento
Aquilo que poderia ter sido
ter sido, ter sido...
Descanse em paz, Pai.
Lindo amigo, sinto pela sua perda, sinto pela perda dele que não se deu a oportunidade de conhecer melhor o que criou, fez a vida dura,crua desta desgraça que acompanha tantas familias se perder, porem deixou a melhor semente que é vc, bjs.
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